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O valor dos dispositivos de uso único

Por Douglas H. McConnell, M.D., F.A.C.S. & Medical Director at OBP Medical

(Tradução livre)

O aumento contínuo das infecções associadas aos cuidados com a saúde (IACS) nos Estados Unidos tem gerado uma significativa pressão sobre a escolha dos recursos hospitalares utilizados. Em média, 1 a cada 20 pacientes hospitalares é diagnosticado com IACS, representando um custo anual de USD 5 bilhões. Essa questão gera a necessidade de instrumentos clínicos mais seguros e acessíveis que reduzam ao máximo os riscos de contaminações cruzadas.

Para alguns hospitais, a solução do dilema reside na migração de dispositivos reutilizáveis para os descartáveis.

Mas do ponto de vista do negócio, qual o valor que um dispositivo médico descartável oferece em relação aos dispositivos que podem ser reprocessados? Qual a economia disso? Quais os benefícios clínicos? E o mais importante, qual o ROI que os hospitais esperam alcançar nessa substituição?

Nesse artigo, utilizaremos o laringoscópio para ilustrar o custo, a contaminação-cruzada e todos os benefícios que um hospital pode verificar ao trocar um laringoscópio com lâmina e cabo de metal, tradicional, passível de reesterilização, por uma versão descartável.

Um relatório de 2012 do Healthcare Cost and Utilization Project lista a intubação como uma preocupação na escalagem dos custos médicos. O custo da reesterilização de um laringoscópio pode chegar a mais de USD 27 por intubação. Há ainda o fato de os dispositivos reprocessados requererem uma instalação apropriada para o armazenamento de suas partes, como as lâminas e cabos. Adiciona-se a isso o tempo envolvido no reprocessamento desses instrumentais diariamente. Enquanto muitos hospitais já perceberam essas restrições de custos e tempo, migrando para os laringoscópios descartáveis, grande parte ainda utiliza peças e componentes reutilizáveis.

Essa nova geração de laringoscópios interinamente descartáveis oferece um dispositivo sem componentes, de apenas uma peça que inclui um cabo, lâmina e fonte de iluminação de LED que são imediatamente descartados após a realização do exame no paciente. Enquanto os reutilizáveis podem ser a escolha mais tradicional para alguns hospitais, os dispositivos de uso-único, especialmente os que têm luz integrada em seu sistema, oferecem a mesma qualidade, mas sem a necessidade de manutenção.

Um estudo do Journal of Hospital Infection recentemente descobriu que 86% dos cabos de laringoscópios reprocessados nos hospitais ainda continham bactéria após a esterilização. Outro estudo publicado no Anesthesia & Analgesia em 2009 apontou que 75% dos cabos de laringoscópios testados apontaram a presença de contaminação. Esses exemplos evidenciam a realidade de que, mesmo seguindo os mandatos da indústria ou os protocolos hospitalares para limpeza e desinfecção, o reprocessamento de dispositivos reutilizáveis talvez não seja suficiente.

Dispositivos de uso único oferecem, ainda, o benefício adicional da conveniência, pois tudo o que é necessário sai da embalagem pronto para uso. Isso significa a eliminação do trabalho de preparação e do pós-procedimento.