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Radiação na medicina

Proteção Radiológica X-Grid

Proteção Radiológica X-Grid

Todos os dias somos expostos a pequenas doses de radiação, sejam provenientes de fontes naturais, como a radiação solar ou, ocasionalmente, de fontes artificiais, como raios-x médicos e ondas de rádio e televisão.
Dentre essas fontes, encontram-se dois tipos radiação: a radiação não ionizante, que limita-se à geração de calor e luz e a radiação ionizante, que possui mais energia do que a radiação não ionizante e, como o próprio nome já diz, induz o processo de ionização dos átomos e moléculas, alterando sua estrutura. Os tipos de radiação ionizante mais conhecidos são os raios-x, utilizados em procedimentos cirúrgicos, diagnósticos e tratamentos.

Efeito cumulativo para profissionais da saúde

Recentemente, a radiação ionizante tem sido alvo de discussão, pois apesar dos inúmeros benefícios gerados na prevenção de doenças (exames), tratamentos e cirurgias, o seu poder de penetração e interação com a matéria biológica pode provocar sérios danos à saúde.

Na área médica, utiliza-se com bastante frequência para auxílio cirúrgico a fluoroscopia, que é um tipo de radiação ionizante.
Nas cirurgias da coluna vertebral, a fluoroscopia é aplicada com a finalidade de obter visualização em tempo real das estruturas ósseas, possibilitando maior precisão na colocação de próteses e implantes, por exemplo.

Entretanto, estudos mostram que a longa exposição aos procedimentos guiados por fluoroscopia podem ocasionar altos níveis de radiação ocupacional para toda a equipe médica, gerando efeitos biológicos maléficos em longo prazo, como câncer, catarata, leucemia, e alterações genéticas.

Oliveira, Azevedo e Carvalho (2003) apontam que as cirurgias ortopédicas são as que apresentam a maior taxa de exposição às radiações ionizantes em decorrência do elevado número de procedimentos realizados, bem como o tempo de exposição prolongado e subutilização pelos profissionais de técnicas de proteção radiológica.

Proteção e cuidados necessários

Além das amplamente conhecidas barreiras físicas, como os coletes, existem dispositivos que auxiliam na diminuição ou limitação da amplitude do potencial de exposição dos profissionais da saúde à radiação ionizante. É o caso do X-GRID, um adesivo radiopaco descartável que, por facilitar a visualização e a correta identificação do local cirúrgico, acaba reduzindo o tempo de cirurgia e, portanto, do uso de fluoroscopia.

A necessidade de desenvolvimento de um trabalho de conscientização sobre o tema é inquestionável, uma vez que a radiação ionizante é invisível e atua no organismo do agente de forma cumulativa e lenta. É imprescindível que os profissionais da área médica busquem e utilizem recursos que diminuam ou evitem a exposição à radiação, pois simples atitudes podem fazer muita diferença para saúde do cirurgião e sua equipe no longo prazo.

FONTE:
http://www.radiacao-medica.com.br
OLIVEIRA S. R.; AZEVEDO A. C.; CARVALHO A. C. Elaboração de um programa de monitoração ocupacional em radiologia para o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Radiol Bras, p. 27-34. jan/fev. 2003.